segunda-feira, 3 de junho de 2013

ESTÁDIO DOS AFLITOS

Ontem foi a realizada a última partida do Náutico no estádio dos Aflitos. O jogo foi contra a Portuguesa e terminou empatado pela placar de 2 x 2. Não fui ao jogo, pois tinha compromissos profissionais. Então, com um fone de ouvido, escutei no celular o sofrível time do Náutico arrancar um empate no último minuto do jogo. Enquanto escutava o jogo, passava um filme na minha cabeça e eu relembrava momentos bons e ruins que vivi naquele templo sagrado:o título de 1974, quando evitamos que o Santa Cruz alcançasse o hexa, a goleada de 5 X 0 que demos na coisa, naquele mesmo ano, o gol de Nivaldo contra o Atlético Mineiro aos 9 segundos de jogo, até hoje o gol mais rápido do campeonato brasileiro, a derrocada contra o Grêmio, a subida contra o Ituano em 2006. Mas, me recordo de um jogo que marcou profundamente. Foi um jogo do Náutico contra o Porto de Caruaru. O timbu venceu por 2 x 0 mas o que guardo até hoje na memória, foi a entrada maldosa de um jogador do Porto no atacante Márcio Ferrari. O atleta do Porto foi expulso e Márcio foi direto pro hospital de tão violento que foi o lance. Evangélico, encontrei Marcio Ferrari numa gravação de um programa na rádio onde eu trabalho. Comentei que estava nas arquibancadas dos Aflitos naquele jogo e que me deu vontade de entrar no campo e dar uma porrada no jogador do Porto. Márcio sorriu e disse que tinha perdoado. Eu também sorri e disse que aquele jogo pra mim tinha sido inesquecível. Lembrança eternas de um estádio que era minha segunda casa. Adeus, Aflitos.

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